sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Várias são as mudanças ocasionadas na estrutura educacional para que a EAD possa desenvolver-se de forma efetiva. Uma das mais importantes, do ponto de vista de execução, está visivelmente interligada ao desenvolvimento dos papéis de "Professor" e "Aluno". Com as transformações de método criadas pela EAD, as funções desses atores também necessitam adaptar-se. A exemplo do professor, como indica Pierre Lévy, este "passa de sábio no palco (sage on the stage) para guia do lado (guide on the side); animador da inteligência coletiva" (LÉVY, 1999, p. 171). Já o aluno, "precisa ter a mente aberta e compartilhar detalhes sobre sua vida, seu trabalho e outras experiências educacionais; não pode se sentir prejudicado pela ausência de sinais auditivos ou visuais no processo de comunicação; tem que desejar dedicar uma quantidade significativa de seu tempo semanal aos estudos e não ver o curso como „a maneira mais leve e fácil‟ de obter créditos ou um diploma; deve ser, ou pode passar a ser, uma pessoa que pensa criticamente; precisa ser capaz de refletir; e deve acreditar que a aprendizagem de alta qualidade pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento" (PALLOFF; PRATT, 2004, p. 25-35).
Referências:
LÉVY, P. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo: Ed.34, 1999.
PALLOFF, R. M.; PRATT, K. O aluno virtual: um guia para trabalhar com estudantes on-line. Trad. Vinicius Figueira. Porto Alegre: Artmed, 2004.
A Educação a Distância (EAD) é uma modalidade de ensino-aprendizagem que faz uso de mídias em seu desenvolvimento, podendo ocorrer em espaços físicos distintos de forma síncrona ou assíncrona.
Envolve mais atores do que o ensino tradicional, visto que necessita de uma estrutura mais complexa e ampla do que a sala de aula (espaço físico), professores e alunos.
No mundo, ela é uma prática muito antiga, sendo possível a identificação do seu início através das Epístolas de São Paulo e na contemporaneidade, com a possibilidade de incrementação com recursos midiáticos, adquire novos contornos e funcionalidades, possibilitando, assim, assumir um espaço relevante no cenário educacional, não só no que se refere a atuação complementar ao ensino tradicionalista, mas ocupa o seu próprio espaço como forma de "ser" o próprio método.
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